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Entrego a minha felicidade nas mãos do outro ou construo a minha e a divido com alguém?

Essa pergunta sempre me acompanhou durante anos.  Percebo que ao tentarmos responder a essa inquietação encontraremos uma nova perspectiva sobre o amor. Em termos de amor não podemos ter "a fórmula", "a resposta", "a definição". O que existe é a nossa fórmula, a nossa resposta e, consequentemente a nossa definição. Se fossémos feitos em série teríamos condições de construir uma estrada única e por lá estaríamos, sem inquietações, sem problemas, sem choros, sem tristezas. A alegria seria comum e dessa maneira nem sei se o amor teria graça.

O bom alicerçe do amor provém daquilo que temos em nós mesmos, internamente. Amor é construção. Somos seres inacabados e portanto, o amor é uma eterna reforma íntima. Amanhã poderemos ser mais do que hoje, depende de nós. Felicidade é um estado da nossa alma. Ao construí-la a preocupação fundamental deve ser nos amar acima de tudo. Recortar no cotidiano fatias de tempo para aquelas atividades que nos tornem mais interessantes e que nos façam crescer enquanto pessoas. Portanto, ouça a sua música favorita, escrevas seus diários, converse, fique calado, saia para passear debaixo de chuva, corra de madrugada, leia, durma, cultive plantas, crie animais, toque instrumentos musicais, enfim... complete essa lista com o que for melhor para você e não se importe com a opinião dos demais. Você, em primeiro lugar. Após a construção você poderá eleger o seu candidato do coração e convidá-lo a sentar-se à varanda, ao seu lado. Mas, por favor, não imponha ao outro o que para você é felicidade. Ele tem o mesmo direito que você. A vida só é bonita porque somos diferentes e se é para conviver com alguém igual, tente ficar sozinho: dá no mesmo. Boa semana!!

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