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Dois pontos de vista. Duas emoções

Uma pequena estória em inglês nos mostra como percebemos as coisas em nossa volta. Um cão e um gato falam sobre as próprias sensações em relação ao afeto que recebem: A dog thinks: Hey, these people I live with feed me, love me, provide me with a nice warm, dry house, pet me, and take good care of me... They must be Gods! A cat thinks: Hey, these people I live with feed me, love me, provide me with a nice warm, dry house, pet me, and take good care of me... I must be a God! Fiquei refletindo sobre como estou percebendo e sentindo o afeto que os demais me dão. Me sinto um Deus ou acho que os demais é que são as divindades maiores? Ao tentar descobrir essa resposta descobriremos como estamos vivendo nesse mundo. Eu, particularmente prefiro sempre o caminho do meio. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Thik about that!! Nivea Oliveira

"" A vantagem de viajar sem um destino certo é que você nunca fica perdido."

Sentir-se perdido é uma das sensações mais comuns para muitas pessoas enquanto outras simplesmente vão adiante sem pensar muito sobre o próprio agir. Cada um de nós encontra uma maneira de se sentir fortee conduzir o próprio barco. A viagem sem destino figurativa é menos interessante do que viajar sem destino pelo mundo, desejando se perder para se reencontrar. Nos meus tempos de guia eu costumava dizer aos meus passageiros que eles estavam começando aquela viagem comigo mas com uma condição: deixar para trás o melhor lugar do mundo, a nossa casa, o nosso lar, com as nossas certezas, os nossos cantinhos favoritos, a nossa cama, o nosso travesseiro especial, enfim... viajar é ir em buscar do desconhecido. Mas tudo é passageiro. É um ensaio para uma possível mudança.  Portanto, se o hotel for pequeno ou grande demais, ele será o nosso ambiente durante um período limitado. Quem procura certezas será um viajante infeliz porque nem tudo numa viagem é do jeito que a gente gostaria que fo...

O calendário e as escolhas

Existem escolhas que mudam a nossa vida. Em nome da emoção pactuamos de um constante apelo emocional  que nos conduz a escolhas que são duvidosos, ao meu ver. A cada mês, um apelo emotivo é feito a todos nós, por parte da sociedade. E, para não nos sentirmos marginalizados, afinal viver em sociedade é fundamental, entramos no barco comunitário dos desejos artificiais. E lá se vão as nossas economias e as nossas possíveis condições de escolhas mais coerentes. Vamos lá! Janeiro é o mês do material escolar e do seguro do carro. Fevereiro ou março temos que comprar a fantasia para o carnaval ou para a viagem de fuga dessa festa "porque todo mundo viaja". Em março ou abril, a Páscoa, que nada tem a ver com chocolate nos seduz e se você não der um ovo de Páscoa ao seu filho prepare-se para ser chamado de insensível. Maio é o mês das noivas e das mães como se ser mãe ou se casar fosse algo reduzido a um dia. Junho é dedicado aos namorados e até eu caí nessa muitas vezes me...

Começe o dia consigo mesmo

Caro leitor, você me dirá: "Mas é claro que começo o dia comigo mesmo!" Será que começa mesmo? Antes de responder a essa pergunta, reflita sobre os atos que repetimos a cada manhã. O novo dia é sempre uma oportunidade a mais para que possamos nos melhorar, vencer, lutar, encerrar algo, começar um novo desafio, enfim, um novo dia é a esperança em ação. Começe o dia olhando-se no espelho. Se a imagem não for nítida, insista em melhorar a resolução. Cuide de si, seja seu maior fã e faça um up grade. Um novo ano começcará em breve. Mais 365 dias para boas resoluções, de novas conquistas. Começe o dia consigo mesmo, seja seu melhor amigo. Sinta o banho quente ou frio, escove os dentes sentindo o frescor do creme dental e sorva o seu café da manhã lentamente... lá fora a vida nos espera e devemos ir ao encontro dessa vida com otimismo e alegria. Boa noite e... bom dia!! Nivea Oliveira

O que chamamos de experiência na realidade foram erros que cometemos

Houve um período na minha vida em que eu tinha medo de errar. Temia tanto que eu já errava sem saber ao agir daquele modo. Não se vive sem errar. Não se viver para errar sempre mas  os erros são, na realidade, frutos de tentativas pessoais no sentido de obter algo, de se superar alguma coisa ou a nós mesmos, de se melhorar. Existem erros e erros. Muitos deles, ao se repetirem, denunciam a nossa falta de preparo para uma determinada função, a nossa ignorância sobre determinado assunto, a nossa humanidade. Freud dizia que o ser humano é o único ser de carne e osso que gosta de viver como se fosse feito de ferro. Quando dizemos: " isso já me aconteceu e eu agi assim assim e me dei mal" significa que houve um aprendizado. Houve uma superação. Houve uma evolução. Não tenho mais medo de errar como antes embora eu tente sempre fazer o possível para isso não ocorrer. Sou um ser inacabado e ainda tenho muito o que aprender... que bom! A vida assim fica mais leve. Porém, insistir num e...

Entrego a minha felicidade nas mãos do outro ou construo a minha e a divido com alguém?

Essa pergunta sempre me acompanhou durante anos.  Percebo que ao tentarmos responder a essa inquietação encontraremos uma nova perspectiva sobre o amor. Em termos de amor não podemos ter "a fórmula", "a resposta", "a definição". O que existe é a nossa fórmula, a nossa resposta e, consequentemente a nossa definição. Se fossémos feitos em série teríamos condições de construir uma estrada única e por lá estaríamos, sem inquietações, sem problemas, sem choros, sem tristezas. A alegria seria comum e dessa maneira nem sei se o amor teria graça. O bom alicerçe do amor provém daquilo que temos em nós mesmos, internamente. Amor é construção. Somos seres inacabados e portanto, o amor é uma eterna reforma íntima. Amanhã poderemos ser mais do que hoje, depende de nós. Felicidade é um estado da nossa alma. Ao construí-la a preocupação fundamental deve ser nos amar acima de tudo. Recortar no cotidiano fatias de tempo para aquelas atividades que nos tornem mais interess...