Pular para o conteúdo principal

Em tempos de redes virtuais


Hoje vamos refletir sobre o destino daqueles que não entendem ou não podem entender o mundo da tecnologia. O avanço das mídias vai adiante, indiferente aos não participantes desse universo. O governo tenta dispor de materiais e projetos que possuem o objetivo de incluir essas pessoas ao grupo dos "antenados". Os novos excluídos da nossa sociedade atual. Alguns deles, sem página no facebook ou orkut, vagam pela vida sem senhas e depoimentos. Tão pouco sabem o que é um blog mas são felizes do mesmo jeito.


O que fazer? Abrir uma página nas redes de relacionamento é fácil. Dar aos excluídos uma chance de se integrarem requer mais tempo e material.


E quem são essas pessoas? São aqueles que fazem o café o final da tarde e sorvem a bebida com um biscoito ou pedaço de bolo, lá naquela cidadezinha do interior, enquanto veem o dia indo embora. Pessoas simples, sinceras, que olham nos olhos e dizem o que pensam. Pessoas que também sabem fazer amizades e as cultivam. Pessoas sem máquinas digitais, que não usam flirck mas que possuem estórias e tiram fotografias também.


É fácil falar. Eu mesma uso a tecnologia para comentar sobre isso. Porém, nesses dias percebi que existem estórias escondidas em cidades pouco famosas e admirá-las foi um descanso. O mundo não se resume ao que eu posso ver. E, imaginar isso é maravilhoso. Acho que vou tomar um café. Bom sábado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que chamamos de experiência na realidade foram erros que cometemos

Houve um período na minha vida em que eu tinha medo de errar. Temia tanto que eu já errava sem saber ao agir daquele modo. Não se vive sem errar. Não se viver para errar sempre mas  os erros são, na realidade, frutos de tentativas pessoais no sentido de obter algo, de se superar alguma coisa ou a nós mesmos, de se melhorar. Existem erros e erros. Muitos deles, ao se repetirem, denunciam a nossa falta de preparo para uma determinada função, a nossa ignorância sobre determinado assunto, a nossa humanidade. Freud dizia que o ser humano é o único ser de carne e osso que gosta de viver como se fosse feito de ferro. Quando dizemos: " isso já me aconteceu e eu agi assim assim e me dei mal" significa que houve um aprendizado. Houve uma superação. Houve uma evolução. Não tenho mais medo de errar como antes embora eu tente sempre fazer o possível para isso não ocorrer. Sou um ser inacabado e ainda tenho muito o que aprender... que bom! A vida assim fica mais leve. Porém, insistir num e...

Cooperar deveria estar presente no trânsito, quando deixo o outro motorista ou o pedestre passar à minha frente, quando ajudo alguém a carregar um peso físico ou moral, quando espero um segundo à mais para que o outro entre no elevador... enfim, poderia ser uma realidade comum e diária, não necessáriamente relacionada à tragédias e calamidades. Cooperação via além do que a solidariedade.

Nos primeiros dias do ano ficamos tristes e comovidos devido às consequências das chuvas em algumas cidades serranas do Rio de Janeiro. Tristes porque não entendemos ainda que a natureza nos pede exatamente o que dela roubamos. A comoção ficou por parte das imagens de solidariedade que num primeiro momento precisa ser atenuada. Trabalhei na cooperação italiana, em projetos voltados para a emergência (na guerra do Burundi) e em outros voltados para a construção  (pós guerra), no continente africano. Pude ver e refletir que cooperar é um exercício amplo. Vai além do contrato que assinamos e dos meses que permanecemos in loco com o objetivo de oferecer a nossa ajuda. Cooperar deveria estar presente no trânsito, quando deixo o outro motorista ou o pedestre passar à minha frente, quando ajudo alguém a carregar um peso físico ou moral, quando espero um segundo à mais para que o outro entre no elevador... enfim, poderia ser uma realidade comum e diária, não necessáriamente relacionada ...